Em momentos difíceis, desilusão, tristeza e sentimentos parecidos é que percebemos o quanto crescemos e o quanto somos fortes e podemos encarar muito mais do que imaginávamos.
Quem nunca ouviu aquele dito popular "Quem disse que seria fácil?". Em momentos difíceis temos vontade de jamais viver aquilo, custamos a acreditar no que esta acontecendo e, pior, acontecendo com você. Apesar dos pesares, todo problema tem seu bem, e quem já passou por situações muito difíceis sabe o ganho de cada uma delas (pensamento dos que não se vêem como vítimas da vida). Conheci uma pessoa, vulgo RobeRtinha, em um dos acasos da vida e ela tem uma história, que muitos de nós nem se imagina viver mas, ainda assim, pode imaginar o grau de dificuldade. Muito jovem, perdeu seus pais, mas mesmo assim, desenvolveu um objetivo na vida que ela não poderia fazer daquilo seu martírio eterno, ou talvez, não ser um sofrimento permanente. Em resumo, ela teve que assumir responsabilidades muito cedo e traçar objetivos para não se perder nos caminhos da vida. Ela passou mal bocados mas, não pode se dar o luxo de se deixar abater, continuou e continua a batalhar por cada conquista de sua vida e é uma pessoa admirável por esse e outros fatos, assim como minha mãe, exemplo que tenho todos os dias de sempre parar para pensar em solução das coisas nunca para ficar chorando as pitangas, porque o que irá adiantar chorar pelo leite derramado?
Minha mãe, Maria Clara Gumiero, teve poliomelite há 48 anos atrás e nunca colocou a consequência da doença como empecilho de fazer qualquer coisa na vida, uma delas, ter filhos e trabalhar. E até hoje, se algum de seus médicos lhe disser que ela pode melhorar, só que para isso é preciso uma cirurgia que ela terá dores terríveis e ficará um tempo sem andar, ela tem consciência de que a dor passará e dela bons frutos colherá. Hoje, ela se recupera de mais uma das dezenas de cirurgias que já fez sempre em busca da solução, da melhoria e de objetivos de vida.
Atualmente o que se preserva de valores para a vida, valores como respeito ao próximo, gratidão, lealdade entre outros?!
Valores inseridos em uma criança que se torna base para uma boa sociedade. Hoje o que consigo ver é o capitalismo derretendo o cérebro das pessoas, pais pagando para seus filhos serem criados, valores de uma sociedade sendo banalizados porque você não tem o carro do ano, pessoas deixando de acreditar no amor ou fazendo disso um negócio. É triste e revoltante ver isso tão de perto, ver sempre espertalhões querendo se dar bem a custas de pessoas inocentes.
E tudo isso para falar de que não podemos viver sem um objetivo na vida, sem ele nos sentimos perdidos e sem razão para viver.
Eu sou alguém que consegue perceber a lição de cada barreira que encontro, por mais que eu sofra. Sou alguém que valorizo a amizade, que penso no próximo mas, que também penso em mim.
Ser ou não Ser
Hamlet: Ser ou não ser, essa é a questão: será mais nobre suportar na mente as flechadas da trágica fortuna, ou tomar armas contra um mar de obstáculos e, enfrentando-os, vencer? Morrer — dormir, nada mais; e dizer que pelo sono se findam as dores, como os mil abalos inerentes à carne — é a conclusão que devemos buscar. Morrer — dormir; dormir, talvez sonhar — eis o problema: pois os sonhos que vierem nesse sono de morte, uma vez livres deste invólucro mortal, fazem cismar. Esse é o motivo que prolonga a desdita desta vida.
By Débora Gumiero